A Assembléia Geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que reuniu as 27 federações estaduais de futebol do país, ontem, no Rio, decidiu travar uma queda de braço com o Ministério Extraordinário dos Esportes. A assembléia não concorda com a resolução do Instituto Nacional do Desporto (Indesp), que regulamenta o passe livre aos jogadores de futebol com 30 anos a partir deste ano, e prega o boicote.
‘‘Vou seguir a decisão da assembléia e não vamos dar nenhuma transferência aos jogadores enquanto não houver um parecer constitucional’’, afirmou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Para isso, a CBF vai contratar um advogado constitucional para emitir um parecer sobre a resolução. De acordo com a assembléia, a resolução é inconstitucional. Eles alegam que a lei 6.354 de 2/09/1976 da Constituição Federal, que dispõe sobre o regime jurídico do passe, invalida a resolução. A lei cede o passe ao jogador somente aos 32 anos.

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