Rio de Janeiro - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulga hoje o regulamento e a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. Palmeiras, Portuguesa e Botafogo estão confirmados na competição, eliminando qualquer movimento de virada de mesa por parte destas equipes. Ações foram tentadas, no final de 2002 e início deste ano, por parte das diretorias do Alviverde e da Lusa, mas ambas fracassaram.
A competição será disputada por 24 clubes, em dois turnos de pontos corridos, nos mesmos moldes da Primeira Divisão. Somente o campeão e o vice serão alçados de volta à elite do futebol brasileiro, fato que desagradou aos dirigentes do Botafogo. Eles desejavam que quatro clubes se classificassem à Série A. A CBF, porém, confirmou apenas dois.
Com esta decisão da entidade, pelo menos uma equipe tradicional do futebol brasileiro vai permanecer mais um ano na Série B. Palmeiras, Portuguesa, Botafogo, Santa Cruz e Sport, estes dois últimos os de maior torcida de Pernambuco, vão brigar pelas duas vagas.
A competição se inicia na primeira semana de abril, cerca de sete dias após a Primeira Divisão, que começa no dia 29 de março. De acordo com a assessoria do Botafogo, o clube deve estrear no dia 4 ou 5. O Alvinegro espera que a partida seja fora de casa, já que o Estádio de Caio Martins está em obras, que não devem estar concluídas nestas datas.
Balanços A medida provisória 79, que determina, entre outras coisas, que os clubes passem a publicar seus balanços, sofrerá alterações antes de ser colocada em votação é o segundo item na pauta de hoje da Câmara Federal. Como queriam os clubes e as federações estaduais, todos terão mais tempo para preparar seus balanços. Poderão, se a MP for convertida em lei, torná-los públicos em abril, como acontece com as empresas de capital aberto, e não mais em fevereiro, como ocorreu este ano.
Também ficou definido que apenas as entidades esportivas que faturem mais de R$ 1,2 milhão por ano serão obrigadas a contratar auditorias independentes antes de publicá-los. Para o Sindibol (Sindicato das Associações de Futebol Profissional do Estado), as equipes menores não teriam como arcar com o custo da contratação de uma auditoria externa.
A alteração, assim como a extensão do prazo para publicação dos balanços, foi elogiada pelos clubes. Marcelo Portugal Gouvêa, presidente do São Paulo, por exemplo, dizia que não fazia sentido eles terem de exibir suas contas já em fevereiro e as empresas de capital aberto só em abril. O deputado federal Gervásio Silva (PFL-SC), designado como relator da MP79, diz que tornou alguns artigos do texto mais rigorosos e retirou o que chama de alguns absurdos do projeto.

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