São Paulo - Após a estreia de Mano Menezes, diante dos Estados Unidos, a seleção brasileira volta a se apresentar no início de setembro. A Fifa reserva os dias 3 e 7 do próximo mês para amistosos. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, não anunciou os adversários nem os locais dos jogos. Nos próximos compromissos, o dirigente vai exigir uma relação de cordialidade dos jogadores com os torcedores. Quer a seleção nos braços do povo.
A nova ordem de Teixeira entrou em vigor em Nova Jersey, na véspera de o time de Mano Menezes enfrentar os norte-americanos. E deve estender-se até 2014, ano da Copa no Brasil. O dirigente deseja apagar os anos de carranca do reinado de Dunga, de agosto de 2006 a junho de 2010. Por determinação do próprio presidente da CBF, o ex-técnico tratou de fechar a seleção, mantendo uma certa distância da torcida e, em especial, da imprensa. O treinador acatou as ordens do presidente e ainda fortaleceu a clausura dos jogadores. Era uma resposta da CBF aos tempos festivos do grupo de 2006, tão criticado pela aventura em Weggis e o rotundo fracasso na Copa da Alemanha.
A mudança de comportamento não deu certo também no Mundial da África do Sul. Os métodos de Dunga foram reprovados. Ricardo Teixeira se viu na obrigação de estabelecer uma nova relação entre a seleção e a torcida. E por isso quer Mano Menezes e os novos jogadores afáveis, dispostos aos autógrafos e ao contato mais próximo com os fãs. (A.E.)

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