A Justiça do Rio liberou a análise de contas do primeiro ano de mandato de Marco Polo Del Nero.
Na tarde de ontem, o desembargador Claudio de Mello Tavares, da 11ª Câmara Cível do Rio, derrubou a liminar que suspendera a votação do balanço financeiro da CBF.
No domingo, o juiz Paulo Assed Estefan havia concedido uma liminar para o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, proibindo a análise das contas na assembleia-geral. Na decisão, o magistrado cobrou mais transparência da entidade.
O dirigente alegou que seus advogados foram impedidos de ter acesso ao balanço financeiro na sexta-feira, três dias antes da reunião marcada para analisar o caixa da CBF. Com a decisão, existia a previsão de que presidentes de federações votassem o parecer sobre as contas ainda na noite de ontem.
A CBF declara no balanço que obteve um lucro de R$ 72 milhões em 2015, 42% acima dos R$ 51 milhões registrados no ano anterior. É o terceiro maior resultado positivo da entidade. O faturamento também foi recorde e chegou a R$ 584 milhões.
Nos próximos dias, os advogados de Peixoto vão pedir na Justiça para ter acesso ao balanço detalhado. Eles querem levar os documentos para uma perícia. Del Nero comandou a CBF de abril até dezembro. Ele é investigado pelo FBI, acusado de fazer parte de um esquema de recebimento de propina na venda de direitos de torneios no país e no exterior.

PLATINI
A Procuradoria-Geral da Suíça informou ontem que foram realizadas buscas no escritório da Federação Francesa de Futebol (FFF), em Paris, para localizar documentos relacionados com o pagamento suspeito de 1,8 milhão de euros que o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter fez a Michel Platini em 2011, referente a serviços prestados entre janeiro de 1999 e junho de 2002. De acordo com a Procuradoria-Geral, a busca teve o consentimento da FFF e colaboração das autoridades francesas. Blatter disse ter ficado surpreso com as buscas. "Estou muito surpreso pela única razão que os 1,8 milhão de euros que a Fifa pagou a Michel Platini em um contrato verbal que existe entre Michel Platini e eu não foram depositados na FFF nem na Uefa, e sim em uma conta particular de Platini em um banco suíço", disse. A investigação ganhou corpo em setembro de 2015, quando a Procuradoria-GeraL abriu uma ação criminal contra Blatter.

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