CBF admite 'dupla jornada' para Luxemburgo
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terça-feira, 12 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Depois de três horas de reunião com o presidente Ricardo Teixeira na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o técnico Wanderley Luxemburgo acertou a sua permanência no comando da seleção e viajou para São Paulo com uma proposta para resolver o impasse com o Corinthians. O clube exige sua permanência até julho, mas a CBF teria proposto a redução da multa rescisória de R$ 2,5 milhões para que Luxemburgo fique como treinador exclusivo da seleção.
Luxemburgo negociaria a proposta com o diretor Luís Henrique, do Corinthians, já que o presidente Alberto Dualib está em Cannes, na França. Luxemburgo disse que não poderia resolver o problema com um simples telefonema para Dualib. Segundo ele, a negociação é complexa e deve ser tratada pessoalmente, mas garantiu ter saído satisfeito da conversa com Teixeira. Consegui o que queria, afirmou.
Luxemburgo disse que não poderia divulgar o que foi acertado por motivos éticos, já que primeiro deveria falar com os dirigentes do Corinthians. Ele descartou a hipótese de abandonar a seleção caso o Corinthians recuse a redução da multa - sinal de que a CBF, em último caso, estaria disposta a abrir uma exceção e deixá-lo dirigir o time pelo menos até julho, quando a seleção disputa seu primeiro torneio importante, a Copa América. Dessa forma, o treinador poderia comandar o Corinthians na campanha da Taça Libertadores.
O técnico tratou a programação da seleção para o ano e informou que o primeiro amistoso de 99, marcado para 10 de fevereiro, em Goiânia, foi cancelado por causa da coincidência de datas com o Rio-São Paulo. Luxemburgo admitiu que o problema de conciliar o calendário dos clubes com o da seleção é insolúvel. Antes de trabalhar na seleção, pensava que isso era um problema da CBF, mas agora vejo que não: os clubes é que querem jogar cada vez mais torneios, para melhorar a situação financeira.


