São Paulo - A crise gerada ontem na Confederação Brasileira de Basquete (CBB), com as acusações de gastos ilícitos de verba proveniente de patrocínio, caiu como uma bomba na entidade. Por isso, horas depois das alegações serem reveladas, uma nota de esclarecimento foi veiculada no site da confederação com o intuito de negar qualquer irregularidade.
Na manhã desta quarta-feira, uma matéria divulgada pelo site UOL garantiu que boa parte da verba disponibilizada pela patrocinadora Eletrobras à CBB foi gasta de forma irregular. Através de documentos obtidos através da Lei de Acesso à Informação, o veículo mostrou que mais de R$ 2 milhões teriam sido destinados a artigos luxuosos como viagens, jantares caros e vinhos para a esposa do presidente da entidade, Carlos Nunes.
Segundo a acusação, isto fez com que a prestação de contas da CBB à Eletrobras fosse recusada. A empresa alega que R$ 2.308 235,25 dos R$ 4 milhões disponibilizados foram gastos de forma ilícita, sendo boa parte deste valor com a senhora Clarice Mancuso Garbi. No cartão corporativo de Carlos Nunes, aparecem gastos com restaurantes caros e compras em lojas na Europa. Entre os roteiros internacionais estão Madri, Cancún (México) e Paris.
Em nota oficial, a CBB negou as acusações. "Objetivamente, não houve nenhum gasto de recursos públicos com despesas pessoais ou indevidas da presidência, visto que, no curso do contrato em que aquelas citadas despesas ocorreram, a CBB entregou, periodicamente, toda a documentação de movimentação para a Eletrobras, que fez as devidas análises".

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