Rio - O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, garantiu, ontem, que a entidade não terá a sua sede, na Avenida Rio Branco, 245, centro do Rio, leiloada por causa de uma disputa judicial. O dirigente confirmou que o imóvel foi dado como garantia em um processo movido pela Sportlink, ex-empresa de marketing da CBB, e assegurou possuir os recursos para arcar com a dívida, cerca de R$ 600 mil, caso seja condenado a pagá-la.
Em um contrato de marketing celebrado em 1996, quando a CBB era administrada por Renato Brito Cunha, a Sportlink passou a ter o direito de receber 20% a título de taxa de agenciamento sobre todos os patrocínios destinados à entidade. A disputa judicial começou dois anos depois, quando Grego assumiu a presidência, e decidiu, unilateralmente, não pagar os valores referentes ao contrato com a Caixa.
‘‘A Caixa não contrata gente para fazer o marketing dela? Por que uma empresa responsável pelo marketing da CBB não pode receber valores da Caixa?’’, questionou Brito Cunha. ‘‘Agora, sempre preferi dar um milhão e oitocentos (R$), para receber, por ano, sete milhões e duzentos. Grego hoje jogou tudo fora.’’
No final de 1997, a CBB contava com um total de R$ 9 milhões entre seus três principais patrocinadores: Caixa, Sportv e Reebok. Atualmente, não possui nenhum grande patrocinador, além das emissoras de TV (Bandeirantes e Sportv).
A nova decisão de penhora da sede da CBB foi da juíza da 31ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, Neusa Regina Larsen.

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