São Paulo - A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) não aceitará que uma liga administre o campeonato de clubes. O presidente da entidade, Gerasime Grego Bozikis, concorda com uma gestão dividida com os clubes, que, segundo ele, serão chamados para uma reunião em agosto. Em pauta, o próximo Nacional, que já tem até data: 21 de outubro a 19 de junho de 2007.
''Temos 40 clubes querendo jogar, mas o Nacional terá no máximo 22 e no mínimo 18.'' Grego pretende manter a Comissão Executiva de Clubes e concorda com uma associação de clubes, como propõe Franca. ''Mas em administração conjunta com a CBB.''
O dirigente, que este ano foi afastado por dois dias do comando da CBB por liminar apresentada por federações da oposição questionavam a administração e as contas , disse estar ''absolutamente triste'' com a saída de COC/Ribeirão, Universo/Goiás e Telemar/Rio do basquete. ''Tudo se complicou quando se entrou na Justiça comum. São times de ponta, estou preocupado, mas acho que voltam.'' Acha que pode convencer o dono do COC, Chain Zaer, a retomar o investimento. Definiu a saída de clubes como algo ''cíclico''. ''Só Franca disputou todos os Nacionais (desde 1990).''
Observou que Rio Claro, Flamengo, Vasco, Botafogo, Bauru e Corinthians saíram e voltaram, até mais de uma vez. O COC, em nota oficial, criticou a gestão da CBB e justificou sua saída dizendo que ''não participa de palhaçada''. ''Não é motivo, é desculpa. Não entro no mérito'', disse Grego.
Para Grego, a renovação das seleções principais nos últimos oito anos foram bem-sucedidas admitiu que é ''trabalho dos clubes''. Citou as seleções juvenis, classificadas para seus Mundiais, e conquistas das adultas, como a da masculina no Sul-Americano, este mês. Admitiu que os grandes testes serão os Mundiais o masculino, no Japão, e o feminino, em São Paulo. (H.F. e V.Z./Agência Estado)

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