A atleta Maurren Maggi foi suspensa por dois anos
São Paulo - Roberto Gesta de Melo, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), ainda não conseguiu conversar com Maurren Higa Maggi, suspensa por dois anos por uso da substância proibida Clostebol. De qualquer maneira, o dirigente tem certeza de que ela recorrerá ao Superior Tribunal da Justiça Desportiva (STJD) para julgar seu caso.
Sobre a suposta estratégia de Maurren esperar até janeiro do ano que vem pelo novo código da Agência Mundial Antidoping (WADA), que promete uma pena mais branda para alguns casos de doping, Gesta de Melo fez um alerta. ''Na Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), ainda estão estudando o novo código e como serão as adaptações a serem feitas para ser finalmente implantado. O caso da Maurren foi julgado no código vigente da Wada, não sei dizer se poderá ser julgado pelo novo'', afirmou o presidente.
Gesta de Melo está convicto de que a saltadora vai recorrer à Justiça Desportiva. ''Ela deve exercer o direito dela de ir ao STJD. Ela alega inocência e eu acredito nisso também. Se for absolvida, a IAAF se encarregará de encaminhar o caso para seu próprio Conselho. Se ela for julgada culpada, a última chance é recorrer à Corte de Arbitragem do Esporte, na Suíça, que corresponde ao tribunal do Comitê Olímpico Internacional'', explicou o dirigente.
O fato de perder Maurren por dois anos das competições deixou o presidente da CBAt chateado. ''Admito que estou muito abalado porque o Brasil perdeu seu maior ídolo no atletismo, perdeu chances de medalha no Pan, no Mundial de Paris e pode perder na Olimpíada do ano que vem, na Grécia'', lamentou.
A assessora de imprensa de Maurren não quis dar informações sobre a atleta. ''Ela está viajando, não vai falar sobre o assunto e nem dar entrevista coletiva'', resumiu.

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