São Paulo, 12 (AE) - O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, espera ver resolvido até o fim deste mês o eterno problema de falta de patrocínio. "Em breve, poderemos ter uma definição para o atletismo pelos próximos cinco anos", informou ontem o dirigente no estande da Olympikus na Couromoda, em São Paulo.
Gesta não revelou o nome da empresa de marketing esportivo que vai assumir o atletismo, mas explicou que a entidade vai adotar o modelo usado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). O organismo que dirige o esporte no mundo tem contrato com a ISL
empresa que também cuida da imagem da poderosa Fifa, a dirigente internacional do futebol.
"A idéia é assegurar grande visibilidade para o atletismo na mídia", afirmou Gesta, que teria recursos para cumprir o calendário nacional, os compromissos com as 400 ou 500 viagens que os atletas fazem anualmente, mais a estrutura da CBAt. "Essa agência nos daria o dinheiro, proveniente da comercialização de quatro cotas", explicou o dirigente, que também anunciou que o atletismo passará a usar a marca Olympikus a partir de 2001, quando terminar o contrato que a CBAt tem com a Fila. Segundo Gesta, o contrato com a empresa, que hoje investe R$ 5 milhões anuais (30% no vôlei) em esportes olímpicos, seguirá até 2005.
A preparação do atletismo para os Jogos Olímpicos de Sydney foi elaborada pelo comitê técnico da CBAt e os treinadores dos atletas que já têm índices e entregue ao Comitê Olímpico Brasileiro, do qual Gesta espera obter os recursos.
Agentes na Europa - Os principais atletas do Brasil trataram de mudar de agentes para a temporada de 2000, preparatória para a Olimpíada. Neste ano, será fundamental ter agentes com capacidade para "encaixá-los" nos principais meetings da Europa. Com patrocínio pessoal da Olympikus e da BM&F, Maurren Magi Higa, que fechou 1999 como líder do ranking mundial do salto em distância (7,26 metros), e Eronildes Nunes de Araújo, sexto colocado nos 400 m com barreiras (48s13), trocaram de agentes para assegurar presença nas provas da Europa.
"Com essas marcas, será impossível ficarmos fora dos meetings mais importantes este ano", acredita Eron. "Mas sem os agentes é impossível entrar em um meeting desses", explica Maurren, que está no grupo do holandês Jos Hermens, o mesmo de Claudinei Quirino, e faz sua primeira prova, ainda em pista coberta, dia 6
em Stuttgart. Eron tem como agente o italiano Enrico Dionisio.

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