O Caxias pode conquistar um título inédito em sua história hoje contra o Grêmio, a partir das 17 horas, no Estádio Olímpico, na final do Campeonato Gaúcho. No primeiro jogo da decisão, na última quarta-feira, em Caxias do Sul, o Tricolor perdeu por 3 a 0. Com isso, o Caxias pode até ser derrotado por dois gols de diferença que terá o título garantido.
A necessidade de vitória preocupa o técnico tricolor, Antônio Lopes. Ele teme que seus jogadores entrem em campo ansiosos e, em vez de fazer, levem gols. Mesmo assim, a intenção de Lopes é armar um esquema ofensivo, optando inclusive por três atacantes: Ronaldinho, Amato e Adriano. Itaqui, que cumpriu suspensão no primeiro jogo, estará de volta à lateral-esquerda. A indicação foi dada ontem durante o treino disputado no gramado suplementar.
Que o time tricolor precisa ir à frente para desfazer a vantagem do adversário, que venceu o primeiro jogo por 3 a 0, não resta dúvida. Mas será essa mesmo a formação ideal para enfrentar o veloz e bem organizado time caxiense?
Lopes deve estar pensando exaustivamente neste assunto, buscando a melhor saída para sua equipe. Ainda mais depois de o Caxias ter demonstrado um futebol objetivo, de marcação forte e saída rápida para o ataque. É simples: para colocar mais um atacante, o técnico teria de optar por tirar um dos volantes. O time então, do meio para frente, ficaria com Anderson Polga ou Gavião, Itaqui, que retorna ao time, Zinho e Ronaldinho, Amato e Adriano. A equipe, em teoria, ficaria bem mais ofensiva. Mas é aí que cresce o perigo. O Caxias já comprovou, no Olímpico mesmo, seu poder de contra-ataque, com Gil Baiano na articulação e Jajá e Adão à frente. Lopes tem isso claro na mente. Na coletiva dada depois do rápido coletivo, já no entardecer, disse que o Grêmio vai atacar, se impor em seus domínios, mas não vai descuidar da defesa.
No Caxias a diretoria resolveu dar um apoio extra aos jogadores, prometendo um prêmio de R$ 250 mil pelo título estadual. O técnico Tite quer seu time repetindo a atuação da primeira partida. ‘‘A vaidade pode nos trair. Não vamos nos deixar levar pela euforia, pois não vencemos nada até agora’’, disse o treinador caxiense.

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