Caxias abre vantagem sobre Grêmio
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quinta-feira, 15 de junho de 2000
Lance/Sportpress Do Rio de Janeiro 
A derrota por 3 a 0 para o Caxias, quarta-feira à noite em Caxias do Sul, na primeira partida da final do Campeonato Gaúcho, esfriou o ânimo dos gremistas. O técnico Antônio Lopes, no entanto, vem tentando dar ânimo ao grupo, pois considera possível vencer o adversário em Porto Alegre, pelo menos pelo mesmo placar, neste domingo.
A intenção do treinador é conversar muito com os jogadores, apelando inclusive para o lado pscicológico. Ressaltando os méritos do Caxias, Lopes afirmou que o Grêmio não esteve bem na partida, o que teria contribuído em muito para o resultado final. Eles jogaram melhor, mas também contaram com a ajuda da sorte, completou Lopes.
O atacante Jajá, destaque do Caxias na vitória sobre o Grêmio, destacou a garra de sua equipe como fundamental para o bom resultado obtido no primeiro jogo. Mas lembrou que, se o time não repetir o desempenho no segundo confronto, em Porto Alegre, o pior pode acontecer.
Tite, técnico do Caxias, concorda com seu atacante, e por isso não quer festejar a vantagem de poder perder por até dois gols de diferença, no próximo domingo. Precisaremos da mesma garra e determinação no próximo jogo, disse.
Tapetão O time que se sagrar campeão gaúcho no domingo, na final entre Grêmio e Caxias, não poderá levar o troféu para casa. O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, Sérgio Martinez, determinou que o campeão não poderá ser homologado até que o jogador Adriano, do Grêmio, seja julgado.
O Inter entrou com uma ação questionando a regularidade do atacante, que foi escalado na última rodada do segundo turno, quando o Grêmio ganhou de 1 a 0 do Caxias e eliminou o Colorado do campeonato. Segundo o Inter, Adriano ainda tinha contrato com a Chapecoense quando terminaram as inscrições para o Campeonato Gaúcho. O TJD, no entanto, decidiu não paralisar o Gauchão.
Não conseguimos a impugnação, mas o campeão não será definido até o julgamento. Isso nos dá uma certa tranquilidade para o processo, afirmou Carlos Souto, vice-presidente jurídico do Inter.


