Cavaleiros pedem mais vagas por critério objetivo
Curitiba - Os principais cavaleiros do País, que estão em Curitiba participando da seletiva para o Pan-Americano de Santo Domingo, pedem que a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) amplie o número de vagas conquistadas em torneios no Brasil. Uma diretriz da CBH normalizou que das cinco vagas da equipe brasileira que irá ao Pan, apenas duas serão conquistadas nas seletivas e uma destas reservada para o vencedor do Campeonato Brasileiro, a ser disputado no Rio de Janeiro, no final de maio.
As outras três vagas serão por convite da Confederação, por critérios subjetivos e deverão ser completadas por cavaleiros que competem na Europa. Duas destas vagas já estão praticamente definidas, uma para Rodrigo Pessoa, nosso melhor cavaleiro, e outra para Bernardo Resende Alves. A outra ainda estaria em aberto.
A equipe brasileira é composta por cinco conjuntos, mas um deles será reserva e só entrará na competição caso haja algum problema com um dos titulares. O reserva não ganha nem medalha no Pan. Provavelmente, o reserva será ou o vencedor do Brasileiro ou o vencedor das seletivas, o que desagrada ainda mais os competidores.
''Deveria ter pelo menos mais uma vaga objetiva'', afirma o cavaleiro Fábio Leivas da Costa. ''O ideal seria que todas as vagas fossem pelo mesmo critério técnico'', diz o jovem, 22 anos, Daniel Khury, de Curitiba. Já Pedro Paulo Lacerda olha para o passado e aponta que ''duas vagas objetivas é uma iniciativa boa''. Este é o primeiro ano que a CBH abre mão de escolher toda a equipe por critério subjetivo.
Apesar de algumas críticas, não existe clima de revolta no ar quanto aos critérios da CBH. Como define o curitibano Daniel Khury: ''As equipes sempre foram as certas, os meios de escolha é que foram os errados''. (L.C.O.)





