São Paulo, 13 (AE) - A Olimpíada de Sydney será em setembro do ano que vem, mas a briga para estar na equipe brasileira já começou. São poucos os conjuntos com a qualidade técnica necessária para integrar a equipe olímpica e lutar por uma medalha. Mas, como as vagas também são restritas, alguém vai ficar de fora. Hoje há uma lista com sete nomes de cavaleiros que poderiam obter as quatro vagas.
Rodrigo Pessoa, Nélson Pessoa (Neco), Vítor Alves Teixeira, álvaro Affonso de Miranda Neto (Doda), André Johannpeter, Bernardo Rezende Alves e Luiz Felipe de Azevedo são os candidatos a integrar o time do Brasil em Sydney. "Temos excelentes calaveiros, mas ainda faltam cavalos para igualar países como Alemanha, França e Inglaterra", comentou Rodrigo Pessoa, que está no Brasil para competir no Visa Indoor, a partir de amanhã, na Sociedade Hípica Paulista. "Ainda é um pouco cedo, mas acho que devem ir os cavalos que estiverem em melhor forma nos concursos da Europa, no ano que vem."
Rodrigo, campeão mundial, bicampeão da Copa do Mundo e terceiro colocado no ranking mundial, é nome confirmado na equipe olímpica. Até porque tem cavalos (Lianus e Baloubet du Rouet) para escolher. Neco estaria propenso a aceitar a função de técnico em Sydney. André Johannpeter, cuja família é proprietária do Haras Joter (uma das melhores criações do Brasil), tem cavalos para assegurar presença na Olimpíada.
A briga direta por vaga será entre Doda, Vítor, Bernardo e Luiz Felipe, que comprou um cavalo, Ralf, para tentar a vaga olímpica. A Conferação Brasileira de Hipismo (CBH) definiu que estão pré-convocados os cavaleiros de ouro no Pan-Americano de Winnipeg, em agosto - Vítor, André, Bernardo e Doda. Mas a seleção final ocorrerá após os principais concursos da Europa, de maio a julho.
Bernardo Rezende Alves ainda depende de ter um cavalo para ir à Olimpíada. Nos Jogos Pan-Americanos, montou a égua Atlética, que foi emprestada pelo Haras Joter e, agora, pode ser uma opção para André.
Doda monta Aspen, um Brasileiro de Hipismo (BH), de 14 anos. Ele também tem argumentos a seu favor para ficar com uma vaga. "O Aspen foi o oitavo na Olimpíada de Atlanta, o melhor resultado de um cavalo da equipe do Brasil; o do Rodrigo foi nono", comentou, sobre a Olimpíada de 1996.
Mas, como Aspen não foi bem no Pan-Americano, há dois meses, Doda entende que tem de provar que o cavalo voltou à boa forma. "Ele estranhou a alimentação do Brasil, quando veio da Europa, mas, agora que eu mudei a aveia e as vitaminas, quero mostrar, nas seletivas para a Copa do Mundo, que o cavalo está bem." Doda vai saltar com Aspen o Visa Indoor, de amanhã a domingo. O torneio é a quinta etapa da Liga Sul-Americana - seletiva para a Copa do Mundo, em abril de 2000, em Las Vegas.

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