Um dos principais nomes do hipismo brasileiro, o cavaleiro Ruy Fonseca, 40 anos, aposta em medalha brasileira na modalidade nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Bronze nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011 e ouro nos Jogos Pan-americanos Mar del Plata 1995, ambos na disputa por equipes, ele aponta os incentivos estatais como diferencial neste ciclo olímpico.
"Principalmente no salto, os brasileiros vão com chances de ganhar medalhas no Rio. O incentivo do governo, através do bolsa atleta, vai nos ajudar muito. A gente precisa desse apoio. Não vai sair da água para o vinho, mas já coloca em uma situação que torna a medalha bem possível", afirmou.
Ele esteve em Londrina nos últimos dias para ministrar um curso na Força Livre Hipismo. Foram quatro dias de aulas de adestramento, salto, condução e controle para 16 cavaleiros e amazonas de idades variadas. Fonseca passou um pouco de sua experiência de 16 anos fora do Brasil, divididos entre Inglaterra e Holanda. "Poucas hípicas têm essa iniciativa de usar os cavaleiros experientes para ensinar os mais novos. Isso é muito válido", comemorou o cavaleiro, que voltou a morar no Brasil para se preparar para o próximo ciclo olímpico, que inclui os Jogos Equestres Mundiais da Normandia, na França, em 2014, o Pan Americano de 2015, em Toronto, no Canadá, e a Olimpíada do Rio, em 2016.

Nova safra
Ruy Fonseca acredita que esteja surgindo uma nova safra de bons cavaleiros e amazonas graças a este investimento estatal. "No Campeonato Americano e Sul-Americano da Juventude, disputado na Argentina, o Brasil ganhou quase tudo. Estão surgindo outros cavaleiros com chances de dar continuidade", apontou, antes de fazer uma cobrança. "Esperamos que esse legado seja verdadeiro não só antes, mas pós Olimpíada".
Ruy Fonseca compete no Concurso Completo de Equitação (CCE), modalidade dentro do hipismo em que o Brasil não tem tanta tradição. Mesmo assim, ele está otimista para a disputa nos Jogos do Rio. "A gente tem obrigação de estar no pódio. Mas temos cinco países que tradicionalmente andam na frente, que são França, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Holanda. Mas no dia, na hora, estando bem preparado, temos chance de medalha. A gente tem uma safra que poucos países têm", afirmou.

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