Cavalca reage à decisão do TJD
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de dezembro de 1998
Valmir Denardin 
Advogados do Cavalca & Verona apresentarão na segunda-feira ao presidente da Federação Paranaense de Futsal, Jorge Kudri, um pedido para que seja anulada a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da entidade, que marcou um novo jogo para apontar o campeão estadual de 98. Em 21 de novembro, o Cavalca, de São Miguel do Iguaçu, sagrou-se campeão paranaense pela primeira vez, ao vencer o Foz/Sulamericana, de Foz do Iguaçu, por 7 a 6.
Em dois gols do Cavalca, a bola não teria entrado. Como prova, os advogados do Foz apresentaram o videoteipe do jogo, transmitido pela TV Tarobá, de Cascavel. Por 6 votos a 5, o tribunal considerou que houve erro do juiz José Élvio Torres Berg, ao validá-los.
No requerimento em que pedirão a homologação do título, os advogados do Cavalca vão argumentar que a fita não poderia ter sido usada como prova. Isso cria um precedente perigoso, disse ontem o advogado Paulo Schimitt. Vão querer substituir os atletas por advogados e os árbitros por câmeras de TV e juízes de tribunais.
Schimitt vai alegar também que a composição do TJD contraria o que determina a Lei Pelé (9.615/98). Segundo ele, entre os membros do tribunal não há representantes dos atletas, dos árbitros e três advogados indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil.
O advogado afirmou ainda que vai pedir que a Federação suspenda a decisão sobre o caso até tomar pareceres de juristas desportivos. Nessa hipótese, o Cavalca quer que os dois times disputem a Taça Brasil de 99.


