Cavalca ganha título em jogo tenso e emocionante
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segunda-feira, 23 de novembro de 1998
Edna Mendes 
O Cavalca & Verona, de São Miguel do Iguaçu, é o campeão paranaense de futsal de 98. Jogando em casa, no ginásio de esportes Joelson Marcelino, na noite de sábado, a equipe venceu o Foz/Sulamericana em 7 a 6, numa partida nervosa e repleta de paralisações. A equipe de São Miguel decidiu o campeonato quando faltavam apenas 26 segundos para o final do jogo. A arbitragem foi contestada pela equipe do Foz, que acredita ter sido prejudicada por causa da marcação de muitos lances duvidosos.
A partida teve início às 20h30 e só terminou às 23h30, devido às várias paralisações durante o tempo normal. Torcedores, que lotaram o ginásio, com os ânimos exaltados, jogavam água na quadra, o que impedia o prosseguimento do jogo.
Nem os 60 homens e mais os cinco cães da Polícia Militar que estavam no ginásio conseguiram disciplinar as torcidas, que se provocavam o tempo todo. A polícia precisou intervir várias vezes para acalmar pequenos grupos, mas não houve registro de maiores incidentes.
A paralisação mais demorada - 20 minutos - ocorreu quando a torcida do Foz atirou, novamente, água e objetos na quadra. O jogo recomeçou nervoso, o pivô Jovita (Cavalca) e o ala Fabinho (Foz) se desentenderam na quadra e foram expulsos da partida. A equipe do Foz reclamou várias vezes da atuação dos árbitros José Elvis Berg e Walter Luís da Silva e alegou que os árbitros estariam favorecendo a equipe do Cavalca.
O Cavalva fechou o primeiro tempo vencendo por 4 a 3 e o Foz reagiu na etapa final. O empate em 6 a 6 parecia definitivo quando, faltando apenas 26 segundos para o final da partida, Marquinhos deu a vitória ao Cavalca. Os gols do time da casa foram anotados por Flávio (2), Marquinhos (2), Manta, Brigadeiro (goleiro) e Pica-Pau, enquanto Fabinho (2), Anderson (2), Chita e Batata descontaram para o Foz.
Embora tenha tido muitas dificuldades no playoff final, o Cavalca & Verona jogou como campeão nas quatro primeiras fases e na semifinal. Em 32 partidas disputadas, venceu 27, empatou três e perdeu duas. Seu ataque fez 139 gols e sua defesa sofreu 83. Ganhamos porque jogamos com a alma e com fé, disse Eduardo Coelho, o Baiano, técnico do Cavalca.
O presidente da Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS), Jorge Kudri, que assistiu à final, criticou o comportamento das torcidas e disse que a partida foi prejudicada por causa dos torcedores. A torcida tirou o brilho da final. Esse foi o melhor campeonato já realizado no Paraná, mas infelizmente essa partida não me agradou disciplinarmente por causa de tantas paralisações, disse. Kudri explicou que a Federação vai tomar providências para que no próximo campeonato as equipes não sejam prejudicadas por causa das torcidas.
Flávio, do Cavalca & Verona, também reclamou das paralisações. O jogo foi prejudicado por causa do grande número de paralisações mas, felizmente, o Cavalca esteve melhor tecnicamente e taticamente.


