Rio - Mais segurança nos estádios e uma tentativa de acabar com a ação dos cambistas. São essas as propostas objetivas da catraca com câmera para identificação facial, novidade apresentada durante o primeiro dia de exposições da Soccerex Global Convention, feira internacional de negócios do futebol que é realizada no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
A catraca já será utilizada em caráter experimental no Engenhão e no Pacaembu no início de 2011, provavelmente nos campeonatos estaduais. Permite por meio de uma câmera interna de alta definição, interligada a uma central de segurança do estádio, mostrar quem é o torcedor que está chegando para ver os jogos.
Essa tecnologia está associada ao uso de cartões personalizados. ''Quando o torcedor, de posse de seu cartão, passar pela catraca pela primeira vez, vai ter a imagem do rosto cadastrada com dados pessoais'', disse Walter Baisimelli Neto, que preside a BWA, empresa responsável por ingressos e controle de acesso a eventos e coautora do projeto, em parceria com a Axis Communications, que desenvolveu a câmera acoplada à catraca.
O protótipo foi desenvolvido no Brasil e despertou o interesse da Fifa, que enviou um emissário ao País para obter informações sobre o funcionamento da catraca. A entidade estaria estudando a possibilidade de adaptar as roletas para o Mundial, mas essa decisão é restrita ao governo federal, que vai determinar como será o controle de acesso e o monitoramento de imagens nos estádios da Copa. À Fifa cabe a exclusividade dos direitos de comercialização dos ingressos.
Com a imagem do torcedor e o cartão personalizado e intransferível, a central de segurança poderá rapidamente identificar envolvidos em tumultos, brigas ou em outros incidentes. ''E se alguém usar o cartão de outra pessoa, podemos informar imediatamente às autoridades públicas, por um dispositivo online, que pode estar ocorrendo alguma coisa ilegal''.

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