São Paulo - A respeitada revista "France Football" publicou ontem um dossiê de 20 páginas em que acusa o Catar de ter comprado votos para conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022.
Entre os cúmplices desse esquema estariam as federações da França e dos Emirados Árabes e a própria Fifa. Ex-presidente da França, Nicolás Sarkozy teria pedido que Michel Platini votasse no Catar, algo negado pelo presidente da Uefa.
"Um dia fui convidado por Sarkozy a um evento em que estava presente o Primeiro-Ministro do Catar. O senhor Sarkozy nunca pediu que eu votasse no Catar, pois sabia que pensaria independentemente", declarou Platini que, mesmo assim, votou nos cataris, justificando na época a necessidade de se ter um Mundial no Oriente Médio.
Na reportagem, Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, é citado como um dos beneficiários do esquema. De acordo com a publicação francesa, que é parceira da Fifa na premiação "Bola de Ouro", um amistoso entre Brasil e Argentina, em novembro de 2010, no Catar, é um forte indício de que o ex-dirigente teve participação no episódio. O jogo rendeu aos cofres das duas confederações U$ 7 milhões cada (R$ 14, 1 milhões). À época, uma partida amistosa renderia, em média, U$ 1,2 milhões (R$ 2,4 milhões) à CBF.

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