São Paulo - O brasileiro Hélio Castro Neves, da Penske, estabeleceu ontem uma hegemonia brasileira nas 500 Milhas de Indianápolis. O piloto paulista conquistou o bicampeonato da corrida mais tradicional do mundo, fato que não acontecia no templo do automobilismo desde 1971.
Castro Neves, 27 anos, liderou com muita dificuldade até a antepenúltima volta da corrida, quando estava mais lento e seria inevitavelmente ultrapassado pelo canadense Paul Tracy, mas uma bandeira amarela em outro ponto do legendário autódromo impediu que o brasileiro perdesse a ponta. ‘‘Estou muito emocionado, vencer as 500 Milhas duas vezes seguidas é demais para mim. Parabéns à toda a equipe, não consigo nem descrever o que estou sentindo’’, disse Helinho logo após a prova, enquanto recebia a coroa de louros e bebia da tradicional garrafa de leite destinada aos vencedores da prova.
A colisão do francês Laurent Redin e Buddy Leizer, meia volta atrás dos líderes, fez com que a corrida terminasse sob bandeira amarela. Os dirigentes determinaram que Tracy ultrapassou Castro Neves quando a bandeira já tinha sido assinalada e deram a vitória ao brasileiro, por 0,037s de vantagem. A equipe Green, de Tracy, imediatamente entrou com um protesto contra o resultado da corrida.
O Brasil, que fez o pole position (Bruno Junqueira) e teve quatro dos seis primeiros colocados do grid de largada, ainda viu Felipe Giaffone ser o terceiro colocado.
Com a vitória, o brasileiro da Penske tornou-se o terceiro piloto da história a ganhar duas vezes no oval mais famoso do planeta, igualando as marcas do norte-americano Al Unser (1970 e 71) e de Emerson Fittipaldi (1989 e 93).
Como fizera no ano anterior, Castro Neves escalou o alambrado para festejar sua façanha com o público de Indianápolis.

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