Com nome de ídolo, Gustavo Castro, 16 anos, ainda é desconhecido do público, mas o anonimato não deve durar muito tempo. Ele começa a trilhar caminho parecido com o xará Gustavo Kuerten e já é o destaque do país na categoria.
Gustavo é o segundo colocado no ranking nacional em sua categoria, mas deve assumir o primeiro posto em breve, já que o dono da posição, Tiago Monteiro, que lidera também o ranking sul-americano, já subiu de categoria. Há um ano e meio, ele desembarcou no Instituto Larri Passos, em Balneário Camboriú, com um objetivo: ser tenista profissional.
Os resultados já apareceram e vieram todos em 2010, em torneios do Circuito Sul-Americano. Foi vice-campeão da etapa do Equador, vice no Paraguai e semifinalista no Peru. Especialista em saibro, Castro ainda fez a final do 40º Banana Bowl, principal torneio da categoria disputado no Brasil. Caiu justamente diante de Monteiro.
No Brasileiro, disputado mês passado em Brasília, Castro foi o cabeça-de-chave número 1, mas ficou pelo caminho. Ele, no entanto, tem seu grande desafio pela frente no mês que vem. O jovem tenista integra a equipe brasileira que disputará o Mundial da categoria 16 anos, em San Luis Potosí, no México, de 28 de setembro a 3 de outubro. Ele ajudou a conquistar a vaga no torneio fazendo dupla justamente com Monteiro, no Sul-Americano disputado mês passado no Paraguai.
''O Sul-Americano com certeza foi um torneio em que eu aprendi muito. Lá, eu descobri que ao jogar pelo país, você sempre tem muita pressão. Consegui aprender um pouco como lidar com isso e agora sei que tenho que melhorar para conseguir fazer melhor no Mundial no México'', analisou o londrinense.
Castro deixou a casa dos pais e foi treinar com Larri com 14 anos e sem titubear. ''No começo era difícil, porque eu sentia muita falta dos meus pais e dos amigos, mas comecei a conhecer gente legal daqui também, comecei a viajar bastante e fui me acostumando'', contou.
Treinar com o técnico do maior tenista brasileiro da história foi outro incentivador e tanto para que o garoto superasse a distância e evoluísse técnica e psicologicamente. ''Treinar com o Larri me ajudou muito. Melhorei meu físico e minha técnica. Ele me ajuda muito. Com certeza é um dos melhores treinadores do mundo'', elogiou.
Antes de ir para Santa Catarina, ele treinou por seis anos no Londrina Country Club. ''Eu gosto muito do tênis do Gustavo. Ele é extremamente talentoso e muito habilidoso. Pode treinar pouco que vai e joga muito. Tem um potencial fantástico e está tendo destaque, não é à toa'', rasgou elogios Marcelo Tebet, um de seus técnicos na época de Country. (T.M.)

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