Cássio já se torna ídolo no Corinthians
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Fábio Hecico <br> Agência Estado 
São Paulo - No Corinthians, um jogador vai do céu ao inferno e vice versa com velocidade impressionante. Foram apenas três jogos, algumas boas defesas e nenhum gol sofrido para Cássio deixar o anonimato e virar o mais novo ídolo da Fiel. Desde Dida, que defendeu o clube entre 1999 e 2000 e depois no fim de 2001 e começo de 2002, o torcedor não tinha tanta admiração por um goleiro como já manifesta pelo substituto de Júlio César.
Curiosamente, o novo titular já é comparado e até chamado de ''o novo Dida''. E sobram semelhanças. Ambos têm 1,95m, são caladões e frios dentro de campo. As boas defesas diante do Emelec nas duas partidas renderam uma série de outros adjetivos e uma enxurrada de elogios para Cássio, até de Marcelo Fleitas, técnico dos equatorianos. ''Agora temos goleiro'', ''esse transmite segurança'' e ''monstro'' foram alguns dos adjetivos de empolgados torcedores que estavam nas arquibancadas do Pacaembu, na última quarta-feira.
Para se ter uma noção do quanto gostaram de ver Cássio no gol, bastava ver a festa a cada defesa do goleiro, mesmo que simples. Era um frisson danado, estilo comemoração de gol. Dos apelidos dados a Cássio, chamado pelos companheiros de ''Frankenstein'', o que parece mais propício a pegar é o de ''Muralha de Gelo'', pela altura e frieza embaixo das traves. Vê-lo saltar, com alcance de 3,5 metros do chão, também impressiona. ''Venho trabalhando mais e quando você está bem nos treinos, as coisas acontecem no jogo. Bem tranquilo tudo tende a dar certo'', disse o goleiro.
Discurso humilde
A tranquilidade, uma das facetas de Cássio, vem da família, segundo ele, toda bem calminha desde os tempos de Veranópolis, sua cidade natal, no Rio Grande do Sul. ''Olha, acho que a questão de ter passado fora me ajudou muito (foram quatro anos na Holanda), mas sempre fui um cara tranquilo, concentrado e isso ajudou muito''.
Apesar da fala mansa, baixa e do discurso humilde, não pense que Cássio foge das responsabilidades. Depois de ''barrar'' Muriel no Sul-Americano Sub-20 do Paraguai, em 2007, e agora colocar Júlio César no banco do Corinthians, ele sonha alto: em ser herói na Copa Libertadores e em ser ídolo da Fiel.


