Cassino de Lima atraiu jogadores
Cassino de Lima atraiu jogadores
Mauro FrassonEXPERIÊNCIAO zagueiro Gustavo, ontem, em sua casa: A gente pensa que disputar a Libertadores é muito diferente; mas não é nãoDe CuritibaA partida do Atlético, na quarta-feira passada, em Lima, contra o Alianza foi a primeira experiência para muitos jogadores. Pela primeira vez, 15 atletas deixaram o país; pela primeira vez, 17 jogadores estrearam na Taça Libertadores da América.
O zagueiro Gustavo foi um desses. Antes da última segunda-feira nunca tinha saído do Brasil e, apesar da correria, adorou. Ninguém sabia o que ia encontrar em Lima. A turma do Atlético cuidou bem da gente, desde a alimentação até a segurança. Quando você fica fora de casa, se bobear dança.
A delegação atleticana ficou hospedada no Hotel Sheradon, hotel-cassino dos mais luxuosos do Peru. Alguns jogadores arriscaram uns trocados na famosa máquina de caça-níqueis. Mas os momentos de diversão foram mínimos. A ponto dos jogadores não terem tempo de dar um passeio em Lima.
Mesmo com a correria, os jogadores adoraram a experiência. A gente pensa que disputar a Libertadores é muito diferente de disputar um Paranaense. Mas não é não. É a mesma coisa. Não existe diferença em jogar em Londrina ou em Lima. A torcida está sempre presente, esperando que o time da casa supere o visitante, contou o zagueiro-artilheiro, que ganhou elogios da imprensa peruana pela segurança mostrada na vitória de 3 a 0.
A única reclamação do elenco foi com a comissão de arbitragem. Gustavo, que é o novo xerife da zaga, explica: Depois do terceiro gol, os peruanos começaram a distribuir porrada. Eles estavam sendo pressionados pela torcida, que exigia a reabilitação. O juiz deixava o jogo violento correr solto. Mas superamos a adversidade jogando com dedicação, marcando bem e procurando correr por todo campo.
Para o próximo compromisso, o zagueiro, que se firmou na equipe titular após a contusão do capitão Reginaldo, durante o Campeonato Brasileiro, só tem um pedido: Os bancos dos aviões são desconfortáveis. As poltronas são pequenas e sou muito grande. Não consegui acomodar minhas pernas. Espero conseguir um espaço maior quando for para Montevidéu e Quito.
Apesar da goleada, o elenco não pensa em ficar contando vantagens. Gustavo afirma: O Alianza jogou desfalcado de quatro titulares. Eles estavam servindo a seleção peruana, que disputa a Copa de Ouro dos Estados Unidos. Eu não espero moleza na partida de volta.
(Fernando Tupan)





