Bastaram dois gols na mesma partida para que o lateral-direito Cassiano virasse o centro das atenções no Londrina. Ontem, ele era o mais requisitado pelos jornalistas que cobrem o dia-a-dia do clube e também o mais festejado entre os colegas. ''Hoje, ele é o cara'', brincou o goleiro Serginho ao passar por Cassiano enquanto ele concedia entrevista.
E ele foi o ''cara'' mesmo no jogo contra o Toledo, vencido pelo Tubarão por 3 a 1 fora de casa. Além dos dois gols, fez a jogada que originou o pênalti desperdiçado por Bruno, perdeu um outro gol e ainda foi um gigante na marcação. Mesmo assim, ele mantém a modéstia. ''Tenho liberdade para apoiar bastante e acabei fazendo os gols nas duas oportunidades que tive durante o jogo''.
A participação ofensiva do jogador se deve muito ao esquema tático escolhido pelo técnico Vica. Com uma espécie de 3-5-2, com o volante Carlão recuando pelo lado direito como um terceiro zagueiro nas descidas de Cassiano, o ala tem liberdade para pôr em prática sua melhor qualidade: atacar.
''Como sempre falei, com o 3-5-2, os alas têm que participar mais do jogo. O Bruno (Barros) também participou, mas não fez gols. Tem que ter esse volume mais vezes durante os jogos'', cobrou Vica. ''Lateral hoje em dia é assim, tem que atacar. E no esquema que a gente joga o Carlão me ajuda muito'', afirmou Cassiano.
O lateral de 25 anos nasceu em Uruguaiana (RS). Veio para Londrina com 15 anos, para jogar no PSTC. Passou ainda por Portuguesa Londrinense, Independente-SP, Guaratinguetá-SP, Anapolina-GO e Prudentópolis, mas foi com o Londrina que se identificou.
Na Série C, em 2005, o jogador não teve muitas oportunidades. Após se recuperar de uma contusão, foi usado pelo técnico Roberto Fonseca apenas uma vez. O treinador preferia improvisar o volante Carlão na posição.
Ontem, já era chamado de Cicinho no VGD, pelos gols e pelo estilo de jogar. ''Vixi, falta muito ainda pra chegar no Cicinho. Mas que é bom sempre estar fazendo gols, é. Mas o importante é o Londrina ganhar'', disse, em tom diplomático.
Cassiano já havia feito dois gols em uma partida pela Portuguesa Londrinense e poderia ter feito três na quarta-feira. Era para ele ter batido o pênalti cometido em Jéfferson. Cassiano pediu a bola, mas Carlos Lima disse que bateria. Após o juiz mandar voltar a cobrança, Bruno pegou a bola e desperdiçou. ''Dois (gols) já estão bons, deixa um pouquinho para os outros jogos'', brincou.

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