Cassação de Eurico chega à Corregedoria
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sábado, 27 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília e São Luis 
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), encaminhou ontem o pedido de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), por quebra de decoro parlamentar, ao corregedor-geral, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE). A representação contra o presidente do Vasco foi feita pelo deputado Pedro Celso (PT-DF), tendo por base o fato de Eurico ter trocado um cheque de US$ 110 mil, emitido em favor da equipe carioca, no mercado paralelo de dólares. O Banco Central e a CPI do Futebol constataram que o dinheiro não entrou no caixa do clube.
Pedro Celso alega que Eurico Miranda infringiu o artigo 244, parágrafo segundo do Regimento Interno da Câmara, que trata da percepção de vantagens indevidas. Michel Temer recebeu a representação na semana passada, mas pediu um tempo para examinar se ela tem ou não fundamentação. O fato de tê-la enviado à corregedoria indica que, em tese, ele concorda com o deputado petista. Antes de preparar seu parecer, Severino Cavalcanti vai requerer a cópia do cheque de US$ 110 mil, que foi endossado por Eurico Miranda.
A CPI da CBF/Nike marcou uma sessão, na próxima quarta-feira, para pedir explicações de Eurico Miranda. A situação do deputado na comissão é delicada, embora conte com o apoio da chamada bancada da bola, formada por deputados que também dirigem clubes de futebol. O deputado Geraldo Magela (PT-DF) vai insistir para que ele deixe a comissão. Sua alegação é a de que nenhum parlamentar pode participar de uma investigação na condição de investigador e de investigado. Eurico, por sua vez, também entrou com um requerimento pedindo que Magela abandone a CPI.
Gatos A passagem da CPI da CBF/Nike pelo Maranhão, nos últimos dois dias, comprovou que o Estado é um dos campeões na transação ilegal de atletas e na adulteração da idade de jogadores de futebol. Em 21 horas de depoimentos, os deputados da comissão ouviram 13 testemunhas e pediram a prisão do vice-presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF), o médico Antonio José Cassas de Lima, por falsidade ideológica e falso testemunho. Ele pediu habeas corpus e foi solto duas horas depois.


