Casos de racismo no Paranaense na Recopa
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Vítor Ogawa <br> Reportagem local 
Um torcedor do Paranavaí foi detido por injúria qualificada por chamar de "macaco" o lateral-direito do Rolândia Esporte Clube, Weslen Aparecido Mendes dos Reis. As ofensas foram dirigidas ao jogador durante a partida entre as duas equipes pela Divisão de Acesso do Paranaense, na quarta-feira (14), no estádio municipal Dr. Waldemiro Wagner, em Paranavaí (Noroeste).
O bate-boca entre esse torcedor e o lateral aconteceu no segundo tempo. O auxiliar escutou as ofensas e informou o árbitro, que deixou a partida seguir, mas anotou o problema na súmula da partida. A briga acabou na delegacia, já que após o fim do jogo, o árbitro chamou os policiais e apontou dois torcedores. Um deles fugiu e o outro foi detido e foi conduzido até a delegacia de Paranavaí.
O delegado operacional Vagner dos Santos Malaquias confirmou que Weslen identificou o torcedor que além de chama-lo de "macaco", também teria chamado Weslen de "haitiano". "Talvez ele tenha chamado de haitiano em alusão à característica racial das pessoas oriundas daquele país", afirmou o delegado. O nome da pessoa que dirigiu as ofensas ao jogador não foi informado pelo delegado.
Ele falou que não caracterizou o crime como racismo, porque uma ofensa quando é individualizada não configura crime de racismo. "O racismo só acontece quando ofende uma coletividade. Isso são termos técnicos da lei e a conduta desse torcedor não se enquadra no crime racismo", argumentou. O torcedor pagou fiança de um salário mínimo e foi liberado.

Pela Recopa, torcedores do Independiente foram flagrados em um vídeo feito por gremistas imitando macacos em provocação racista durante a partida de ida da Recopa, na noite de quarta-feira (14), em Avellaneda, na Argentina. (Com Folhapress)


