Casos de doping só prescrevem após 20 anos
São Paulo - Segundo o Código Disciplinar da Fifa, uma ocorrência caso de doping pode ser investigado até 20 anos depois de ter sido utilizado. É o que consta do parágrafo 2º do artigo 44, seção 6, que reza sobre o tempo limite para sanções disciplinares, no capítulo 1 do código. Ou seja, no caso de a acusação de doping argentino no jogador Branco ser comprovada, punições ainda podem ser executadas.
Para Luiz Zveiter, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o caso pode ser enquadrado como doping, mas afirmou desconhecer quais penas caberiam.
Quem concorda que o fato é doping é o médico Eduardo de Rose, representante brasileiro da Wada (Agência Mundial Antidoping) e médico encarregado da fiscalização na Copa de 90. ''A questão é muito mais jurídica do que médica, mas acredito que o doutor Zveiter tem razão em seu entendimento. No aspecto médico, a única prova do doping seria uma amostra de urina do Branco, que não foi coletada. Então a questão fica estritamente jurídica.''
A prática, entre outras definições, no Artigo 60 é também explicada como ''o uso de expediente (substância ou método) potencialmente prejudicial aos jogadores e/ ou que possam melhorar sua performance.''
Procurada pela reportagem da Folha de S.Paulo, a Fifa afirmou que só deve se pronunciar hoje. (Folhapress)





