Casos de doping ligam sinal de alerta na CBAt
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) reconhece que pode existir uma nuvem negra nos resultados do passado, quando os exames e testes-surpresa antidoping não eram realizados com tanta frequência.
Você pode até entender desta maneira (que existiam mais casos não revelados). Mas o custo dos exames é muito alto. Conseguimos aumentar o número de exames por causa do aumento da nossa verba, justificou Roberto Gesta de Melo, presidente da CBAt.
A entidade pretende fechar ainda mais o cerco para descobrir novos casos de doping no país. Na terça-feira, foram divulgados mais três casos positivos: Leonardo Elisário, do salto triplo, Fernanda Gonçalves, do salto em distância, e João Gabriel dos Santos, do salto com vara, foram flagrados em exame realizado no Campeonato Sul-Americano do Peru, em junho.
De acordo com a CBAt, o grande número de testes positivos é consequência do maior número de exames. No total, foram mais de 350 análises, sendo 61 em período fora de competição.
O planejamento da entidade, que deve ser implantado ainda neste ano, envolve a implementação do sistema de inteligência da Agência Nacional Antidoping. Vamos investir mais ainda. A ideia é fazer uma operação ainda mais intensa para o combate ao doping. Talvez mais exames, e até equipes de inteligência para conhecermos possíveis práticas destes grupos, disse Gesta.
Atualmente, os exames realizados pela confederação são enviados para o laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) em Montréal, no Canadá. Quanto mais qualidade tivermos nos exames, maior será o número de detecções, afirma o mandatário.
A Confederação também não estuda a possibilidade de uma punição mais severa para futuros casos de doping. A gente vai continuar aplicando o que a regra da Iaaf (entidade que gerencia o atletismo mundial) determina. Se verificarmos que há agravantes, vamos requerer a aplicação máxima (que é de dois anos), afirmou Thomaz Mattos de Paiva, presidente da comissão antidoping.
Antes do Mundial de Berlim, foi revelado o maior caso de doping sistemático da história do atletismo nacional. Sete atletas que treinavam com Jayme Netto Jr. e Inaldo Sena confessaram que recebiam injeções com EPO (eritropoietina). A substância é utilizada para aumentar a recuperação e a resistência.


