Caso Senna termina em uma grande pizza
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de dezembro de 1997
Alberto Macedo 
Acabou em uma grande pizza à bolonhesa o julgamento dos seis envolvidos na morte do piloto brasileiro Ayrton Senna, ocorrida no dia 1º de maio de 94, no circuito de Ímola, na Itália. Depois de três anos e meio de muita expectativa, inúmeras audiências, o juiz Antonio Costanzo decidiu pelo que já todo mundo esperava: absolvição. Desta forma, ninguém foi responsabilizado pelo acidente com o tricampeão e, apesar de exames pedidos pelo promotor Maurizio Passarini terem detectado problemas na barra de direção, que foi alterada a pedido do piloto, mas pelo que se sabe o conserto não ficou perfeito.
Mais uma vez os interesses da Fórmula 1 falaram mais alto. Outros casos mostram bem isso. Em 70, o austríaco Jochen Rindt, um dos grande nomes da F-1 morria em acidente em Monza. O então dono da equipe, Colin Chapman, foi condenado mas nunca cumpriu pena. Motivo do acidente: rompimento da suspensão traseira. Em 78, o sueco Ronnie Peterson perdeu a vida na largada do GP da Itália. Vários carros bateram e sua Lotus pegou fogo. Ficou a dúvida de erro médico no atendimento.
Rindt, Peterson e Senna. Três mortes e nenhuma punição. Todas na Itália. A pergunta que fica em relação ao brasileiro é se realmente a coluna da barra de direção de sua Williams quebrou-se simplesmente por acidente. Será mais uma dúvida que ficará na história.
-Agradecemos e retribuímos os votos de boas-festas enviados por: Ricardo Maurício, piloto da F-3 inglesa; Adriane Schimmelpfag, da Maurício Gugelmin Promoções; MWLellis - Assessoria de Imprensa; Luiz Aparecido da Silva, da Gazeta do Paraná, de Cascavel; HB Comunicações, ; Pedro Paulo Diniz, piloto da F-1; Amir Nasr Racing, equipe de F3; Marcelo Battiztuzzi, campeão europeu e alemão de F-Opel; e Fisioterapia Salgado - Clinique Du Sport.


