Caso Senna deve ser julgado em janeiro
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quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Livio Oricchio 
A expectativa na Itália é de que até o final de janeiro os seis acusados no caso da morte do piloto brasileiro Ayrton Senna sentem no banco dos réus para ouvir o veredicto.
Na verdade, a abertura de processo contra os seis possíveis responsáveis pela morte de Senna não causou surpresa na Fórmula 1. Talvez em razão da história mostrar que mesmo que os acusados sejam considerados culpados, praticamente não há chances de ninguém parar na cadeia.
O exemplo é antigo, mas ainda válido: em 70, o construtor inglês Colin Chapman, da Lotus, foi considerado, pela mesma Justiça italiana, o responsável pela quebra da suspensão traseira esquerda do carro de Jochen Rindt e nada lhe aconteceu.
O relatório entregue por Maurizio Passarini, magistrado designado para acompanhar as investigações das causas da morte do brasileiro, ao juíz Diego de Marco, apontam também uma falha mecânica no modelo da Williams. Mais precisamente a quebra da coluna de direção, por uma emenda realizada sem o critério técnico necessário.
Assim como Colin Chapman não foi preso, o mesmo deve acontecer com Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey, os três personagens da equipe Williams que terão de responder o processo que será aberto pela Procuradoria da República de Bolonha. Os outros implicados no caso devem igualmente ter o mesmo destino. São eles: Federico Bendinelli, administrador da empresa que gerencia o autódromo, a Sagis, Giorgio Poggi, diretor da pista, e Roland Bruynseraede, o diretor do trágico GP de San Marino de 1994. A própria Federação Internacional de Automobililsmo (FIA), através de seu presidente, Max Mosley, pressiona a Justiça italiana ameaçando excluir o país do calendário da F-1 se algum dos dirigentes da Williams sofrer qualquer tipo de pena.


