Caso Prudentópolis se arrasta
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Até as 21 horas de ontem, o Tribunal de Justiça Desportiva ainda não havia decidido se o Campeonato Paranaense de 2000 da Série A-1 terá 11 ou 12 clubes. Os 11 auditores do TJD iriam julgar se o Prudentópolis seria ou não mantido na competição, conforme liminar concedida por Comissão Disciplinar do tribunal.
O julgamento de ontem foi a ponta de uma confusão iniciada com a desistência do Apucarana, que pediu licença alegando não ter condições financeiras. Sem o Apucarana, a Federação Paranaense de Futebol, tendo recebido autonomia dos clubes da A-1 para tomar essa decisão, convidou o Maringá para ocupar a 12ª vaga.
Só que o Prudentópolis, terceiro colocado na A-2 de 99, sentiu-se no direito de ficar com a vaga do Apucarana pelo argumento do índice técnico, já que era o primeiro time classificado na A-2 depois dos dois primeiros que subiram, Londrina e Portuguesa. O Prudentópolis conseguiu então uma liminar no TJD assegurando a sua presença na competição no lugar do Maringá.
Depois disso, o Maringá quis derrubar essa liminar, mas a Comissão Disciplinar do TJD manteve o direito do Prudentópolis de disputar o Paranaense. Insatisfeito com o caso, o presidente da FFP, Onaireves Moura, convocou um arbitral com os 11 clubes da A-1 e decidiu que o convite ao Maringá seria desfeito e que, portanto, o Prudentópolis não tinha mais o direito à vaga.





