Caso Neymar: Santos entra na Justiça
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Sanches Filho<br>Agência Estado 
Santos - O Santos anunciou ontem que resolveu recorrer à Justiça para ter acesso aos contratos que tratam da contratação de Neymar pelo Barcelona, fechada em maio do ano passado. De acordo com o clube, a decisão só foi tomada depois de esgotadas as tentativas de obtenção amigável dos documentos firmados entre N&N Consultoria Esportiva e a Neymar Sports Marketing com o clube espanhol.
Como as tentativas foram infrutíferas, a diretoria santista pediu no Fórum de Santos, na última segunda-feira, liminar contra as empresas que cuidam da carreira de Neymar. A preocupação dos santistas é com relação aos 40 milhões de euros recebidos pela N&N (de Neymar e Nadine, pais do jogador) do Barcelona, ainda em 2011, como garantia da preferência do atacante em se transferir para o clube espanhol em 2014, quando acabava seu vínculo com o Santos.
"A ação busca obter tais documentos para permitir que sejam analisados, a fim de que o clube tenha conhecimento das razões que justificam o recebimento de importâncias por tais empresas acima citadas sem a participação do Santos e dos demais detentores dos direitos econômicos do atleta Neymar", explica a nota oficial divulgada pela diretoria santista.
A DIS, grupo de investimento que detinha parte dos direitos econômicos do jogador, encaminhou uma notificação para o Barcelona solicitando a apresentação dos documentos relativos à venda do craque brasileiro, mas não foi atendida. Da mesma forma, a Justiça espanhola solicitou à Fifa toda a documentação, mas o pedido também foi negado.
Quando explodiu a polêmica da venda de Neymar, que derrubou até o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, a direção do Barça afirmou que o gasto do clube com a contratação foi de 57,1 milhões de euros (R$ 187,2 milhões), dos quais 40 milhões de euros (R$ 131,2 milhões) para a empresa N&N, que pertence ao pai de Neymar, e 17,1 milhões (R$ 56 milhões) para o Santos dividir com a DIS.
O Santos e os investidores questionam por que é que, mesmo donos da maior parte dos direitos econômicos do jogador, receberam quantia tão pequena dentro do custo total da contratação.


