Itu - O possível anúncio do acerto do argentino Herrera com o Grêmio por empréstimo causou mal-estar na diretoria corintiana. No domingo, o diretor de futebol Mário Gobbi duvidava que algum clube pagaria US$ 400 mil (R$ 920 mil), valor oferecido pelo Corinthians por mais 12 meses de empréstimo. ''Duvido. E se isso acontecer e vou lá e ofereço US$ 800 mil (R$ 1,8 milhão)'', ironizou o dirigente.
Pois, ontem, chegou a Itu (local da pré-temporada corintiana) a notícia de que o Grêmio anunciou que pagará US$ 400 mil para ter o jogador por uma temporada. Mas por que os argentinos que detém os direitos do atleta toparam negociar com os gaúchos e não com o Corinthians, clube no qual Herrera se valorizou em 2008? Eles se sentiram traídos pela diretoria corintiana.
''Eu nunca mais negocio com Andrés Sanchez e Antonio Carlos. Foram antiéticos'', disse Raul Delgado, empresário que tem 25% dos direitos econômicos do jogador, à Rádio Record. O restante é dividido entre Gimnasia La Plata (50%) e San Lorenzo (25%).
''Não teve falta de ética. Quando fechamos as 22 parcelas de US$ 100 mil (total de aproximadamente US$ 2,4 milhões), o dólar estava cotado a 1,90. Logo depois estourou a crise e foi a 2,45. Não podíamos pagar tudo isso e comunicamos a eles por escrito'', comentou Gobbi.
A reportagem apurou que a vontade de contar com Herrera diminuiu muito depois da contratação de Ronaldo. A alta do dólar foi a desculpa encontrada para desistir do atleta. Alguns diretores inclusive achavam muito dinheiro para um jogador considerado limitado.
O clube já havia acertado com Jorge Henrique e o técnico Mano Menezes havia pedido um jogador com as características do Fenômeno, para usá-lo quando o camisa 9 estiver fora de combate. Chegou Souza e não teria espaço para Herrera.
Mário Gobbi não foi encontrado ontem para falar se vai mesmo oferecer US$ 800 mil. Mas vai ter que correr se cumprir com a palavra porque o contrato de Herrera no Grêmio está pronto.

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