Caso Fifa: justiça americana prevê 'novos indiciamentos'
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
France Presse 
Zurique - As investigações do mega-escândalo de corrupção da Fifa "ainda estão no primeiro tempo", mas "novas pessoas e entidades" já estão na mira da justiça americana, enquanto imóveis foram apreendidos nos Alpes Suíços, anunciaram ontem os procuradores gerais da Suíça e dos Estados Unidos.
Michael Lauber e Loretta Lynch aproveitaram o congresso dos procuradores de Zurique, onde a Fifa mantém sua sede, para fazer um balanço conjunto do avanço das respectivas investigações, diante de uma plateia de mais de 150 jornalistas.
Foi na cidade suíça que o escândalo estourou, em maio, quando sete altos dirigentes foram presos num hotel de luxo de Zurique, onde pretendiam participar do congresso que reelegeu Joseph Blatter pela quinta vez à frente da entidade.
Diante da forte pressão internacional, principalmente da parte dos patrocinadores, o dirigente suíço acabou colocando o mandato à disposição, mas permanece no cargo até a eleição do seu sucessor, marcada para o dia 26 de fevereiro.
Na coletiva de Lynch e Lauber, nada de revelações bombásticas. Os procuradores não quiseram citar nomes, mas deixaram claro que novos escândalos devem vir a tona nos próximos meses.
"Os contornos da nossa investigação não são limitados, e ainda esperamos poder indiciar outras pessoas e organizações", explicou a procuradora-geral americana.
O brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF, continua preso na Suíça, aguardando a decisão da justiça local sobre o pedido de extradição dos americanos.
No total, 14 pessoas foram indiciadas, nove altos dirigentes da entidade e cinco empresários do ramo do marketing esportivo.
De acordo com a investigação americana, o esquema de corrupção movimentou cerca de 150 milhões de dólares nos últimos 25 anos.
Lauber revelou que "ativos financeiros foram apreendidos, inclusive apartamentos nos Alpes Suíços". "Investimentos imobiliários podem ser usados para lavar dinheiro", explicou o procurador, antes de ressaltar que foram registradas movimentações suspeitas em 121 contas bancárias do país.


