São Paulo - Desde a dupla Mineiro e Josué, o líder isolado do Brasileirão, São Paulo, tem conseguido, com altos e baixos, manter a posição de volante bem resolvida. Agora, a vez é do dueto Casemiro-Wellington chegar ao patamar de titulares incontestáveis.
Entretanto, os garotos têm duas características marcantes que os diferenciam de seus antecessores. A primeira é que ambos são crias do CT de Cotia, orgulho da diretoria do clube, que agora diz que é da base que virão os grandes reforços.
Mas, autopromoção dos dirigentes à parte, é no campo que os dois têm se notabilizado, sobretudo, por fazer bem as funções defensivas e ofensivas. Tanto Wellington quanto Casemiro mostram que podem ser os condutores da bola na transição entre defesa e ataque.
Casemiro, aliás, tem mostrado que pode fazer até mais que isso: gols. Ele marcou dois nos últimos dois jogos do time e em ambas as vezes foi um dos melhores em campo.
As atuações dos garotos já arrancaram elogios do capitão. ''O toque de bola foi sensacional. Tocamos praticamente o dobro de bolas que o Grêmio. Isso é importante, pois mantivemos a bola com a gente'', falou o entusiasmado Rogério Ceni, após os 3 a 1 em cima do time gaúcho, sábado, no Morumbi.
''O mérito é todo dessa meninada aí que está correndo muito. Os volantes estão com uma pegada muito forte. A zaga, que é jovem, fica tranquila com essa pegada. Eu acho que é ela que está sendo determinante para esses resultados'', completou o goleiro, lembrando também que Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba têm jogado bem.
O acerto defensivo do meio de campo faz Paulo César Carpegiani praticamente desistir de usar o esquema com três zagueiros. E diz que é por causa de Wellington e Casemiro que ele já não pensa mais no 3-5-2.
''Tinha meus motivos (para usar três zagueiros) e gostaria de não esclarecer porque prezo mais meu lado profissional. Hoje me sinto bem seguro e tranquilo. Não tenho medo de escalar os garotos. Confio neles.

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