Cascavel quer abrigar treinos da seleção
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 1999
Paulo Pegoraro (Cascavel) Valmir Denardin (Foz) 
A Prefeitura de Cascavel está colocando à disposição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o Estádio Olímpico Regional, para jogos-treinos preparativos para a Copa América, que será disputada entre junho e julho no Paraguai. Embora frise que não tem intenção de abrir qualquer disputa com Foz, o prefeito Salazar Barreiros (PPB) acha que o estádio daquela cidade não reúna condições para os preparativos, pela necessidade de muitas reformas.
O prefeito vai a Curitiba segunda-feira, para expor a intenção ao presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, a quem pedirá apoio, junto à CBF. Salazar levará vídeos, fotos e outros materiais sobre o Estádio Olímpico, classificado como um dos melhores do Paraná, pelo gramado, acomodações para as equipes e capacidade para 45 mil torcedores.
Edzon MazzettoProntinhoO Estádio Olímpico, para 45 mil pessoas: trunfo de CascavelO Estádio Olímpico tem 16 anos de uso, e suas instalações estão bem conservadas, não havendo necessidade de reformas - apenas pequenas obras, classificadas pelo prefeito como perfumaria. Além disto, Cascavel está a apenas 140 quilômetros de Ciudade del Este, onde a seleção disputará os jogos de seu grupo da Copa América, e o aeroporto local permite rápida ligação com o de Foz ou mesmo a cidade paraguaia.
Muito difícil - Autoridades de Foz do Iguaçu consideram difícil que Cascavel consiga roubar da fronteira os treinos da seleção. Acho que um amistoso é viável (em Cascavel), mas fazer lá os treinamentos é utópico, disse ontem à Folha o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Adilson da Silva. A Seleção precisa fazer uma adaptação climática no local onde disputará o campeonato e Cascavel tem um clima mais frio do que o de Foz e Ciudad del Este, completou Silva, que também preside um comitê local para preparar a cidade para a competição. Foz e Ciudad del Este são separadas apenas pelo Rio Paraná. A expectativa é de que Foz receba 30 mil torcedores e 1,5 mil jornalistas para o evento.
Outra garantia que Foz tem na mão é o investimento que está sendo feito pela CBF para treinar na cidade. A entidade gastará R$ 87 mil na drenagem e troca do gramado do estádio do ABC para os treinos. Ontem, operários já começaram a assentar no local os primeiros tapetes de grama - da variedade bermuda, idêntica à de alguns dos melhores estádios do Brasil. O engenheiro agrônomo da CBF, Daniel Tápia, acompanha o trabalho. A previsão é de que o gramado esteja em condições de uso em 60 dias - quase dois meses antes da Copa América.
Ontem, o prefeito de Foz, Harry Daijó (PPB), estava em Curitiba, buscando em órgãos estaduais recursos para realizar obras complementares no estádio do ABC, como reformas nos banheiros, vestiários e cabines de imprensa. Sem dinheiro, a prefeitura enfrenta dificuldades para cumprir sua parte no acordo feito com a CBF.


