Gerson da Luz Souza
De Cascavel
Especial para a Folha
Ao mesmo tempo em que está investindo R$ 200 mil na reforma do Estádio Olímpico Regional, para sediar uma das chaves do Torneio Pré-Olímpico, em janeiro, a prefeitura de Cascavel estuda alternativas para não deixar a estrutura sem uso após a competição – e dessa forma, justificar o investimento. Acontece que a cidade tem dois times na série A2 do Campeonato Paranaense de 2000, o Cascavel Esporte Clube e a Sociedade Recreativa Cascavel (Sorec), ambos sem orçamento e estrutura. Sem condições de investir nos dois times, a prefeitura quer que apenas um participe, mas nenhum abre mão do certame.
‘‘Se não houver acordo, vamos tomar uma medida drástica, deixando ambos sem apoio’’, afirma o vice-prefeito e secretário de Cultura e Turismo, Eduardo Marassi, coordenador local do Pré-Olímpico e responsável pelas reformas do estádio. Segundo Marassi, nesse caso, a alternativa seria uma parceria com o Malutrom, de São José dos Pinhais, time da primeira divisão. A proposta acaba de ser feita por dirigentes do Malutrom, que propõem a transferência do clube para Cascavel. ‘‘Nós cederíamos o Estádio Olímpico para jogos e exploração de espaços publicitários, e também o Ninho da Cobra para treinos. O resto seria por conta deles’’, afirma Marassi.
Em relação ao Pré-Olímpico, o coordenador local afirma que o estádio está pronto para a competição, faltando apenas alguns detalhes. ‘‘Tecnicamente, estamos em estágio superior às condições oferecidas por Londrina, e até mereceríamos sediar as finais do torneio’’, afirma Eduardo Marassi. O cruzamento dos dois melhores times em cada chave está programado para Londrina em função de um acerto financeiro, no qual o prefeito londrinense Antonio Belinati ofereceu R$ 1,5 milhão à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de R$ 1 milhão para sediar a fase classificatória da chave A. ‘‘Nós assumimos o compromisso de repassar a arrecadação da bilheteria. Foi assim que trouxemos para Cascavel a chave B, e só traríamos as finais também nestas condições’’, observa o vice-prefeito cascavelense.
A coordenação local seguiu à risca as exigências feitas pela CBF. O Estádio Olímpico Regional, construído em 82, passou por uma completa reestruturação, incluindo recuperação do gramado, ampliação de vestiários e reforma dos sistemas elétrico e hidráulico. Foram construídas três salas para exames antidoping, sala de imprensa (com computadores e fax), sala que servirá de secretaria para a CBF e uma sala de entrevistas, além de laboratório fotográfico.

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