Jogadores do Cascavel deram prazo até hoje para que o clube lhes pague salários atrasados. Se isto não ocorrer, eles ameaçam não voltar aos treinamentos, e em consequência não irão para o jogo contra o Maringá, domingo, na abertura do ‘‘Torneio da Morte’’. Segundo o centroavante Gringo, ‘‘o pessoal não tem dinheiro nem para pegar o lotação para ir treinar’’. O Cascavel acumula dívidas de R$ 40 mil, e não tem onde arranjar o dinheiro.
O diretor-geral do Cascavel, Emílio Martini, está fazendo um ‘‘último esforço’’, juntamente com o ex-presidente Alfredo Kaeffer, para conseguir o dinheiro com empresários da cidade. Kaeffer renunciou há um mês, cansado de ‘‘carregar o fardo sozinho’’, segundo disse. Ninguém se apresentou como candidato ao cargo, que também foi rejeitado pelo presidente do Conselho, Lino Rodrigues.
Uma tentativa de mobilizar um grupo de empresários, para que assumissem o clube, com um projeto de sustentação financeira, também não deu resultados, porque eles queriam participação ativa do prefeito Salazar Barreiros. Segundo Salazar, a Prefeitura não tem qualquer possibilidade de ajudar o clube, mesmo que por via indireta (com repasses, por exemplo), porque enfrenta dificuldades financeiras.
Toledo A diretoria do Toledo estima que a equipe possa ser bem-sucedida na disputa do chamado ‘‘Torneio da Morte’’, que selecionará quatro integrantes da divisão principal do futebol paranaense em 98. O time cresceu de produção, nas últimas rodadas do Grupo A, e até a última partida tinha chance de classificação, mas foi derrotado (1 x 0) pelo União, em Bandeirantes. O técnico Betão acha que há melhor entrosamento entre os jogadores, vários deles contratados ‘‘no meio do caminho’’, e alguns sendo lançados nos últimos jogos. A expectativa é de que o Toledo obtenha uma das vagas.

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