Dal Ponte/Cascavel e Poker/Foz fazem hoje à noite o primeiro jogo do confronto que classificará uma equipe para a decisão do Campeonato Paranaense da Divisão Especial (Chave Ouro). Será a partir das 20 horas, no ginásio Sérgio Mauro Festugato, em Cascavel. A partida será dirigida por Ismael Soares Saldanha (1º árbitro) e Júlio Cezar Ardohaim Menezes (2º).
A semifinal é no sistema ‘mata-mata’. O próximo jogo será no próximo sábado, em Foz. Haverá um jogo-desempate se nenhuma das equipes vencer as duas partidas. A outra semifinal reúne Missal e São Miguel. O primeiro jogo, quinta-feira, em Missal, foi vencido por São Miguel por 6 a 4.
Arrepiando – Cascavel confia na habilidade de seu artilheiro, Arrepio, para iniciar a semifinal com uma vitória. O técnico Ney Vitor afirma que ‘‘a ordem é sair para matar’’.
O Cascavel tem elenco de 14 jogadores, com folha mensal de R$ 14 mil. O dinheiro do patrocinador, que atua em negócios na área de medicina, é complementado com colaborações de empresários. A equipe surgiu em 98, foi campeã da Chave Prata e em 99 foi a quinta colocada na Chave Ouro.
Na fase de classificação do atual campeonato terminou em quarto lugar, e na segunda fase em segundo – atrás do São Miguel. Depois de mais de um mês de inatividade (com a interrupção temporária do campeonato), no único jogo preparativo, durante a semana, o Cascavel perdeu por 5 a 2 para Toledo, na Copa Naipi, disputada em Francisco Beltrão, mas usou um time reserva.
Denilson Carvalho, 22 anos, o Arrepio, pode sagrar-se artilheiro do campeonato, com os 32 gols que já marcou. Os jogadores mais próximos de sua marca (entre 25 e 29 gols) pertencem a equipes já desclassificadas. Oriundo de Londrina, Arrepio está há dois anos no Cascavel, e vive do futsal. Ele é considerado um ‘‘matador’’, mas sem ser do tipo ‘‘trombador’’, pois tem técnica apurada. Seu técnico diz que ele ‘‘é o tipo do jogador que pode resolver a parada sozinho’’.
Sem favoritismo – Foz não se considera favorita a conquistar o título deste ano. O técnico Joel de Locco joga toda responsabilidade em cima das equipes de São Miguel do Iguaçu, Missal e Cascavel. - O técnico bate na mesma tecla de outras equipes desclassificadas: falta de investimentos e poucas opções no elenco, que ‘‘está trabalhando dentro de sua possibilidade’’. ‘‘Não mudaremos nada em nossa forma de treinar, descartamos qualquer tipo de favoritismo, não temos peças de reposição e a diretoria não pretende contratar ninguém’’, resume drasticamente o treinador de 56 anos.
Joel, entretanto, espera contar com a força de recuperação da equipe. O Foz ainda mantém em seu elenco jogadores que participaram dos dois títulos paranaenses conquistados, caso de Gilmarzinho e Giuliano.
O Foz é o pioneiro por excelência na prática do futsal no Paraná. Foi campeão em 1996 e 1997 e decidiu o título com o São Miguel em 98, final que gerou muita polêmica devido a problemas com a arbitragem (até hoje o título está sendo ‘‘disputado’’ na Justiça).
A equipe competiu simultaneamente, no começo do ano, na Série Ouro e na Liga Nacional. Mesmo registrando um péssimo desempenho no torneio brasileiro, o time conseguiu, no Estadual, chegar até o quadrangular em primeiro no seu grupo. A esperança da fanática torcida do Foz recai sobre o mais pessimista e também o mais experiente treinador do Paraná – 30 anos dedicados ao futsal. ‘‘Vamos brigar até o fim. Mas não tenho nada a comentar sobre o nosso próximo adversário’’, diz De Locco.

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