Cascavel corre risco de dar vexame em torneio
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quarta-feira, 26 de março de 1997
Paulo Pegoraro Sucursal de Cascavel 
Edson MazzettoO técnico Elói Kruger: Jogadores não fizeram corpo-moleUm clube que já foi campeão paranaense (em 1980), mas que na prática não existe, limitando-se a um time de futebol, sem presidente e fontes de receita até mesmo para pagar o telefone (o único existente foi cortado); jogadores que são pagos com vale minguado, liberado às pressas para convencê-los a entrar em campo, e para completar, desinteresse da torcida.
Este é um perfil do Cascavel, que, para muita gente na cidade, disputa o Torneio da Morte por teimosia, pois o risco de grande vexame é flagrante. A estréia no torneio, domingo, foi outra amostra do drama do clube. Até a véspera do jogo não havia certeza se os jogadores viajariam para Maringá, porque só haviam recebido pequena parte dos pagamentos, atrasados há dois meses. O dinheiro foi conseguido às pressas pelo responsável pelo clube, Emilio Martini, e pelo ex-presidente Alfredo Kaeffer, que renunciou há dois meses. Os jogadores estavam há 10 dias sem treinar e só fizeram um recreativo no sábado. A viagem aconteceu no domingo. O ônibus teve problemas mecânicos e chegou atrasado, dificultando o aquecimento dos jogadores.
O técnico Elói Kruger não tem dúvida: todos estes fatores influenciaram o resultado negativo: 5 x 2. Mas ele ressalta que ninguém fez corpo-mole em campo. Para completar a aventura, a volta para Cascavel teve que ser em táxi, por causa dos defeitos no ônibus.
Emilio Martini observa que a cidade deve decidir se quer ter futebol ou não. O prefeito Salazar Barreiros foi procurado, e avisou que, da prefeitura, não sai dinheiro.


