Cartolas do Palmeiras divergem sobre demissões
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Lucas Reis <br> Folhapress 
São Paulo - Roberto Frizzo, vice de futebol do Palmeiras, explicou ontem à tarde os cortes de funcionários feitos ontem pelo clube. César Sampaio, gerente de futebol, a dez metros de Frizzo, usou outro discurso.
Os cinco assessores de imprensa, além do gerente administrativo, Sérgio do Prado, e o advogado Andre Sica foram dispensados pela diretoria.
Frizzo reconheceu que houve uma pressão política para que os cortes fossem feitos. ''A gente já vinha falando sobre tudo isso e já era um projeto que nós éramos cobrados desde que fomos eleitos (em dezembro). A assessoria viveu ameaçada durante um ano, sentindo toda a pressão contrária. Do meu ponto de vista não é interessante trabalhar assim. Como o contrato venceria, fizemos uma troca de prestação de serviços'', disse.
Ele também falou sobre os outros cortes. ''O André (Sica), na verdade, já havia uma conversa querendo deixar de ficar aqui permanentemente e queria uma participação mais pontual. O Sérgio (do Prado), que é muito competente, com três anos de casa, vinha em um processo de desgastes'', acrescentou.
Sampaio adotou outro discurso. ''O que foi passado é que foi um corte para contenção de gastos. Precisávamos enxugar um pouco'', disse. ''Tem coisas que a gente precisa tentar entender e acatar. Eu estou no mesmo nível hierárquico do Sérgio (do Prado)'', afirmou o ex-jogador.
''Eu vou ligar para ele (Prado) como amigo mesmo. Porque tem muita coisa que ele faz que eu não sei. Não tenho vergonha de dizer isso'', completou Sampaio


