Parece incrível, mas os dirigentes do futebol brasileiro conseguem se superar a cada gesto. Nem bem saíram de uma reunião, na quinta-feira, na qual fecharam acordo financeiro de três anos com a Rede Globo, que vai pagar R$ 65 milhões para transmitir o Rio-São Paulo de 2002, novo impasse põe em risco o projeto que cria a Liga Rio-São Paulo. Com o dinheiro da tevê em mãos, a hora é de ''dividir o bolo''. Os critérios para o rateio serão definidos na quarta-feira, mas nos bastidores a briga já começou.
Enquanto parte dos clubes defende três níveis de cota - uma para os oito grandes, outra intermediária para Portuguesa, Ponte Preta e Guarani e uma terceira que seria destinada a Etti/Jundiaí, Botafogo-SP, América-RJ, Bangu e Americano -, Corinthians e Flamengo querem valor diferenciado. A alegação: os índices de audiência que proporcionam. Na primeira fase do Brasileiro, os times (ambos desclassificados) foram utilizados como arma da emissora na guerra pela atenção do público.
Outra questão não esclarecida é a inclusão (ou não) do São Caetano. Líder isolado do Brasileirão, a equipe ainda tenta vaga no Rio-São Paulo.

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