A Cart (Championship Auto Racing Teams), organizadora da Fórmula Indy, proibiu a Ford de usar a programação eletrônica do motor de acordo com a relação de marchas. O software calculava a marcha em que o motor se encontrava e economizava potência em baixa velocidade, funcionando, segundo a concorrência, como um controle ilegal de tração. A Cart reuniu os fabricantes e advertiu-os sobre a utilização de recursos de computador que contrariam o regulamento.
A competição entre Ford, Honda e Mercedes está tão acirrada que as fábricas passaram a pesquisar parafernálias eletrônicas para ganhar milésimos de segundo. O regulamento da Indy é muito mais restrito do que o da F-1 quanto ao uso do computador. Câmbio e diferencial automático são proibidos, mas as fábricas aproveitam a liberdade que têm na programação dos software de gerenciamento do motor para criar novidades que, disfarçadamente, funcionam como os equipamentos vetados.
O ‘‘controle de tração’’ da Ford não tem um sensor convencional que faça a medição do movimento das rodas e bloqueie a ignição do motor toda vez que as traseiras girarem mais do que as da frente. Mas, em compensação, o mapeamento eletrônico pelas marchas permite que o computador controle a potência transferida para as rodas na saída de uma curva lenta. Com a potência limitada, as rodas não patinam mesmo se acelerando demais.
Em contrapartida, a Ford garante que os alemães usam um programa que controla a redução das marchas automaticamente de acordo com os giros do motor.
A Honda, teria, segundo a Mercedes, um controle de tração para evitar que as rodas patinem quando o carro ultrapassa o limite de 96 km/h nos boxes - bastante útil nos ‘‘pit-stops’’. A Cart quer acabar com a festa.

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