Depois de ser vista como uma categoria tipicamente americana, a Fórmula Indy aos poucos busca sair desta caracterização para ganhar o mundo. Com o Brasil sediando há dois anos provas do campeonato, a meta da CART (Championship Auto Racing Teams) agora é chegar ao Japão e já se fala também na Alemanha. Esperto como ele é, o presidente da entidade, Andrew Craig, diz que esta expansão não tem nada a ver com uma possível concorrência à F-1, mas como bom americano, será mais uma oportunidade de mostrar o show lá fora.
No fundo, o que se sabe, é que o dinheiro está falando mais alto. Os produtos anunciados na categoria - entenda-se patrocinadores - são vendidos no mundo inteiro e, nada mais justo, que reforçar as imagens, com a realização de provas em países de potencial, no caso o Japão. Para se ter uma idéia, o investimento na Indy cresceu 17 por cento este ano. Hoje não se monta um time por menos de US$ 7 milhões. Por isso mesmo abrir novos campos parece ser o ideal, principalmente quando se trata de ienes.
q Os pilotos da Fórmula 1 precisam se benzer. Primeiro foi Gerhard Berger, da Benetton, que operou o nariz, não se recuperou e agora sofreu cirurgia no maxilar. Foi substituído no GP do Canadá pelo austríaco Alexander Wurz. O francês Olivier Panis, da Prost, se acidentou em Vancouver. Emmanuel Collard pode correr no próximo domingo, na França. Agora foi Gianni Morbidelli, da Sauber, que sofreu acidente em um teste e dará lugar ao argentino Norberto Fontana.
q Dos mais de 40 pilotos brasileiros que estão este ano no exterior, três lideram seus campeonatos: Hélio Castro Neves, na Indy Lights; Marcelo Battistuzzi, na F-Opel européia; e Luciano Burti, na F-Vauxhall inglesa.
q Brasil, terra da pizza. E de muitos cambalachos.

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