O automobilismo abriu o capital nas bolsas e tornou-se um dos negócios mais rentáveis do esporte norte-americano. Depois de vender ações na Bolsa de Nova York, a Cart, organizadora da F-Indy, começa a adquirir empresas. Comprou a American Racing Series, promotora da Indy Lights, por US$ 10 milhões e esta semana deu mais uma cartada para controlar as categorias de acesso: comprou a Pro-Motion Agency Ltd., dona da F-Atlantic, que revelou Michael Andretti e Jacques Villeneuve.
A intenção do presidente Andrew Craig é organizar as divisões de acesso à Indy. Ao contrário da Europa, que tem degraus estabelecidos até a F-1 - pela ordem, F-Ford, F-Opel, F-3 e F-3.000 - nos Estados Unidos existem tantos campeonatos que não há uma hierarquia.
Há oito anos, a Indy corria só na América do Norte e movimentava US$ 120 milhões. Em 97, o dinheiro de patrocinadores das equipes e das corridas chegou a US$ 387 milhões. A audiência na TV cresceu para 973 milhões de telespectadores, em 185 países, e a média de público nos fins de semana de corrida subiu de 112.209 para 146.532 torcedores.
Brasil, Japão e Alemanha construíram ovais e a cultura da Indy se espalha pelo mundo. Nos EUA, uma pesquisa de dezembro da agência Sponsortest apontou o automobilismo como o sexto esporte nacional, com 40% de interesse entre os 12 mil entrevistados - atrás do futebol americano (64%), do beisebol (52%), da NBA (48%), da patinação artística (47%) e da ginástica (44%).

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