A Cart - Championship Auto Racing Teams - esperava uma repercussão maior na Europa, com a vitória do italiano Alessandro Zanardi em 97. E com as vitórias do inglês Mark Blundell, companheiro de equipe de Maurício Gugelmin. O título, entretanto, rendeu mais para o italiano que poderá voltar a F-1 em 99, pela Reynard.
A categoria norte-americana ainda não conseguiu superar a separação com a Indy Racing League que ficou com a prova mais importante do calendário: as 500 Milhas de Indianápolis. A IRL, embora sem a mesma dimensão, concorre com a Cart em audiência e captação de recursos. Por isso, os dirigentes da F-Indy procuram compensar as perdas, buscando o mercado internacional.
Além de Zanardi que tentará o bicampeonato e Mark Blundell, a Europa terá poucos representantes na temporada de 98. O finlandês J.J. Lehto, que em 96 preferiu correr de ITC, na Europa, aceitou o convite para disputar a Indy pela equipe Hogan, com um Reynard-Mercedes.
Os alemães Christian Danner (Project Indy) e Arnd Meier (Davis) completam a lista. Meier ficou com a vaga que pertencia ao brasileiro Guálter Salles.
Segundo Zanardi, a Indy lhe proporcionou o que um piloto mais necessita no automobilismo internacional: reconhecimento. ‘‘Se for para a F-1 no ano que vem ou depois será porque tive uma proposta melhor e porque gosto de correr na Europa. Mas não acho que esse seja um desejo comum aos pilotos da Indy’’, diz.
Gil de Ferran, meio brasileiro e meio europeu (nasceu em Paris e correu mais tempo na Inglaterra), vice-campeão de 97, tem opinião semelhante a de Zanardi. ‘‘Hoje em dia, a Indy tem um espaço definido e delimitado. Não acho que um piloto pense em sair de uma para entrar na outra julgando que estará subindo um degrau’’.

mockup