Carros já estão no Rio de Janeiro
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segunda-feira, 04 de maio de 1998
José Emílio Aguiar Agência Estado 
O GP do Brasil de Fórmula Indy começou ontem com a chegada ao Rio de 53 carros, uma caminhonete com turbina de Lear Jet para secar a pista e 200 toneladas de equipamentos, avaliados pelo seguro em US$ 100 milhões. Três aviões MD-11 trouxeram a carga de Indianápolis ao aeroporto do Galeão, com escala em Caracas, numa viagem de 9h45 minutos, à velocidade de cruzeiro de 925 km/h - apenas duas vezes e meio mais rápido do que os F-Indy deverão andar no retão de Jacarepaguá, a 360 km/h.
Os carros foram transportados em 10 carretas para o autódromo, mas só começarão a ser montados amanhã. Um acordo entre a Cart, organizadora da categoria, e as equipes adiou em um dia a montagem, para dar igualdade de condições a todos os times - mecânicos das escuderias menores só chegarão ao Rio neste dia.
A rapidez da operação de descarga dos equipamentos - 1h40 para cada avião - contrastou com a desorganização na promoção do evento. Por falta de divulgação, a corrida corre o risco de ter novamente público inferior a 15 mil pessoas. Os ingressos comprados pelo número 0800 não têm sido entregues a domicílio nos prazos combinados, segundo queixas de torcedores. Não há cartazes na cidade para divulgar o evento e não existe um patrocinador principal que arque com os custos, estimados pelos promotores em US$ 13 milhões.
Algumas equipes tiveram dificuldades em confirmar reservas nos hotéis e a Cart ameaçou cancelar o evento. Pressionado por acionistas, o presidente Andrew Craig só confirmou a corrida na terça-feira, após assumir a promoção e contratar auditores para fiscalizar as contas apresentadas pelo promotor Jorge Cintra.
A empresa MBC-Intag deve perder o direito de organizar a corrida em 99, apesar de ter contrato com a Prefeitura do Rio até 2001. Émerson Fittipaldi, que tem proposta conjunta com Nélson Piquet para arrendar o autódromo, é o principal candidato a promover o evento.


