Agência Estado
De São Paulo
Ontem foi dia de espera para várias escuderias no Autódromo de Interlagos. Pela manhã, os equipamentos das equipes, que deveriam estar no local às 7 horas, não chegaram no horário esperado. ‘‘Os dois vôos que deveriam trazer os contêiners e os carros atrasaram’’, disse o chefe de operações da empresa Movicarga, Alexandre Valone. A empresa é responsável pelo transporte do material da Fórmula 1 que vem do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, para o circuito. A Ferrari de Rubens Barrichello e o carro reserva da escuderia só desembarcaram por volta das 16h30 e foram a grande atração do dia.
O fenômeno é comum na Fórmula 1. ‘‘É sempre assim’’, disse o coordenador da McLaren, Jo Ramirez. A notícia do atraso não agradou aos mecânicos da Ferrari, Jaguar e Sauber, que esperavam pelos equipamentos no autódromo. Todos sabem que o atraso significa trabalho dobrado para recuperar o tempo perdido. A maioria prefere não se identificar, por ordem das escuderias, mas o descontentamento foi geral. ‘‘Estamos um dia e meio atrasados’’, disse o mecânico da Jaguar que aguardava pacientemente no boxe vazio da escuderia. ‘‘Com certeza vamos virar a noite trabalhando.’
Problema para uns, vantagem para outros. McLaren, BAR e Williams, que trouxeram todo o material no fim de semana, terminaram a montagem dos boxes e aproveitaram para trabalhar nos carros.

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