Carro de Gugelmin pega fogo durante os treinos
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sexta-feira, 16 de janeiro de 1998
José Emílio Aguiar Agência Estado 
Maurício Gugelmin encerrou um dia mais cedo os testes com o novo Reynard-Mercedes na pista de Sebring. Um defeito na injeção eletrônica de combustível jogou metanol demais no motor e provocou vazamento pelo escape. Gugelmin tomou um susto com uma labareda de fogo na traseira, levou o carro aos boxes, mas não havia conserto.
O brasileiro deu só cinco voltas e não pôde avaliar o carro. Na véspera, já havia interrompido o treino pela quebra do alternador. A PacWest trocou o motor e não tinha um terceiro sobressalente. Gugelmin confessou a preocupação. Não dá para tirar o sono, mas também não é a situação ideal, disse. Vamos passar uns 15 dias penando até resolver os problemas. A primeira corrida é dia 15 de março, em Miami.
Gugelmin volta a testar no oval de Phoenix, de terça a quinta-feiras, já com novas peças no motor. André Ribeiro teve o mesmo problema no alternador na quarta-feira e deu poucas voltas com o novo Penske-Mercedes. Ontem, com um motor novo, deu 50 voltas, a melhor em 54s7.
No oval de Phoenix, Tony Kanaan encerrou a checagem do Reynard-Honda da Tasman. Em dois dias, deu 140 voltas, deixando o patrão Steve Horne contente. Foi sua primeira experiência num oval curto num Indy e ele foi bem.
Ações A Fórmula Indy seguiu o exemplo da Fórmula 1 e também lançará ações no mercado norte-americano. A Championship Auto Racing Teams (Cart), associação das equipes que organiza a categoria, passará a ser uma sociedade de capital aberto, com a venda de 4.573.000 ações ordinárias ao público, no valor de face de US$ 84.143.200,00.
A Cart planeja se capitalizar a adquirir novas empresas. A primeira delas será a American Racing Series, Inc., que controla a Indy Lights, categoria de acesso. A Indy movimentou no último ano US$ 387 milhões só em contratos de patrocínio.
Dezessete donos de equipe receberam um lote de ações de acordo com o número de franquias que possuem. As equipes com dois carros (Penske, Newman-Haas, Ganassi, Patrick, PacWest, Rahal e Payton-Coyne) têm duas franquias, enquanto as de um só carro (Walker, Hogan, Bettenhausen, Davis e Della Penna) têm uma. Green, Forsythe, All American e Arciero/Wells terão dois carros este ano, mas direito a uma só franquia. A Tasman, ao contrário, terá só um carro, mas manterá duas franquias. A Project Indy é a exceção: não tem franquia, apesar de inscrever um piloto.


