São Paulo - Poucos times conseguiram fazer o Santos sofrer nesta temporada. Assim como poucas vezes o Palmeiras conseguiu se impor sobre um rival de mesmo nível ou até superior. Pois para o time da Baixada Santista, o Palmeiras é o seu grande carrasco em 2010. E para o clube alviverde, o clássico deste sábado, às 16 horas, na Vila Belmiro, é a chance de fechar o ano como o único dos paulistas a não conhecer derrota contra a equipe que foi a sensação de janeiro a agosto.
Os santistas derrotaram uma vez o Corinthians (fase de classificação do Campeonato Paulista) e quatro o São Paulo (três no Estadual e uma no primeiro turno do Brasileiro). Contra os palmeirenses, só derrotas: 4 a 3 na Vila, pelo Paulistão (o célebre jogo da comemoração de gols dançando o Armeiration); depois, no Brasileirão, 2 a 1 no Pacaembu, com Felipão assistindo das tribunas antes de assumir.
Mas desde que as duas equipes se enfrentaram pela última vez, algumas coisas mudaram. No Santos, para pior. No Palmeiras, para melhor. Depois de um longo período de irregularidade, chega ao clássico mais confiante, após conseguir pela primeira vez no Brasileirão uma sequência de três vitórias.
Para Luiz Felipe Scolari, o momento do Palmeiras é de afirmação, embora não tenha grandes pretensões de disputar o título ou mesmo brigar por vaga na Copa Libertadores da América no Brasileirão. ''Antes a gente ganhava um jogo na quarta, perdia no domingo. Eram três dias de folga, depois três de questionamento. Nunca respirava um domingo de tranquilidade. Agora podemos respirar alguma coisa. Temos três vitórias, uma posição boa e um time em melhores condições'', disse Felipão.
No Santos, Neymar vai usar uma camisa com o número 100. Será a homenagem do clube ao garoto por ter chegado aos 100 jogos em pouco mais de um ano como profissional.





EM SANTOS

Santos

Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Roberto Brum, Arouca e Marquinhos; Zé Eduardo (Pará), Marcel e Neymar. Técnico: Marcelo Martelotte

Palmeiras

Deola; Vitor, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel; Pierre (Edinho), Márcio Araújo, Marcos Assunção e Rivaldo; Valdivia e Kléber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Árbitro: Luiz F. de Oliveira (SP)
Estádio: Vila Belmiro
Horário: 16 horas

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